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terça-feira, 27 de maio de 2014

“Deusa de Assombrosas Tetas”

“Deusa de Assombrosas Tetas”
As primeiras imagens femininas, encontradas em escavações, têm grandes seios e amplo ventre e parecem ter sido usadas como um símbolo de fertilidade.


Esculpida há cerca de 22000 ou 25000 anos, a Vênus de Willendorf foi encontrada na Austria e é, segundo a maioria dos estudiosos, uma das imagens mais importantes e mais conhecidas da Grande Mãe.
Kourotrophos. A imagem data do século 6 aC. Alguns a chamam de Deusa Mãe, o arqueólogo Ross Holloway diz que ela seria a “Noite” cobrindo com seu manto e amamentando os filhos gêmeos Sono e Morte (Hypnos e Thanatos).
Nut, deusa criadora do universo, mãe de Rá. Deusa guerreira, protegia os mais fracos, destruindo seus inimigos e abrindo caminhos. Afastava os maus espíritos. Era representada, frequentemente, como uma mulher nua com seu corpo formando um arco que protege a terra e leite escorrendo e fertilizando o solo. Tinha um importante papel nos subterrâneos do Egito Antigo e sua forma de mulher nua arqueada foi encontrada pintada em diversos sarcófagos.
Nut era a barreira que separava as forças do caos e da ordem neste mundo. Dizia-se que o deus Rá entrava em sua boca ao entardecer viajava através de seu corpo durante a noite para renascer de sua vagina a cada manhã. Dizia-se também que engolia as estrelas que renasciam mais tarde e que o faraó incorporava seu corpo após a morte, do qual mais tarde ressuscitava.
Nut também é representada como a “Grande Vaca” (Great Kau), a grande senhora que criou tudo que existe, a vaca cujo ubre deu origem à Via Láctea. Nut é a mãe de todas as divindades.
Onde fica hoje a Palestina, Hebat era adorada como a Grande Deusa, representando a mãe-sol, deusa da fertilidade, beleza e realeza. Existem dados sobre ela desde os tempos mais remotos, 2000 aC ou mesmo anterior.
Seu capacete sugere a fonte da vida e imortalidade, o leão aos seus pés é a sua conexão com o reino animal e o bebê sendo amamentado é a sempre esperada criança das luzes.
Para que Hércules, um dos heróis mais populares da mitologia grega, se tornasse imortal, deveria ser amamentado quando criança pelo seio de sua madrasta Hera, que era a mulher de Zeus (chamado de Júpiter na mitologia romana). Hermes (Mercúrio, para os romanos), outro filho de Zeus, colocou a criança no seio de Hera enquanto ela dormia.
Assim que ela abriu os olhos, ela se soltou do pequeno Hércules, mas ele já tinha sido alimentado. O leite que escorreu do seio de Hera deixou um rastro pelo céu. Foi assim que “nasceu” a Via Láctea.
Conta-se, na India, que Kamsa, tio-demônio de Krishna, contratou os serviços de Putana, uma Rakshasi (demônio feminino), para matar Krishna. Putana podia assumir a forma que quisesse.
Ela disfarçou-se de Gopikaa, ama de leite, e entrou na casa de Krishna.
Alimentou Krishna com seu leite que estava envenenado, mas ele, apesar de ser um bebê, sabia que ela era uma Rakshasi e a sugou tão forte que extraiu sua vida, junto com o leite.
Antes de morrer, ela assumiu a forma original.
Nossa América Latina também tem seus mitos relacionados aos seio e ao leite materno. A história da “Difunta Correa” tem origem em Vallecito, vila que fica há 1.160km de Buenos Aires, aos pés dos Andes e ao Norte da Patagônia.
Em 1835, seu marido, Bustos, foi levado à força e obrigado a entrar para a forças armadas de Juan Facundo Quiroga. Desesperada, María Antonia Deolinda Correa decide caminhar 63km até a vila de San Juan, em busca do seu marido. No caminho, consumiu todas as provisões: o charque e o patay, alguns figos e toda a água. Após ter caminhado boa parte do caminho, ela não aguentou e faleceu. Sob o sol abrasador, encontraram seu cadáver, que protegia seu pequeno: seus seios alimentaram o bebê e o seu leite o manteve vivo, mesmo após a sua morte. Apesar de nunca ter sido canonizada pela igreja católica, a Difunta Corrêa é adorada como uma santa, na Argentina.
Fonte: Esse post foi baseado numa pesquisa que eu fiz, há alguns anos, para a Galeria de Arte da Amamentação do Grupo Origem. Infelizmente, não tenho mais as referências de onde consegui cada uma dessas informações.
Da próxima vez que alguém disser que tatuadores são pessoas malucas e irresponsáveis, lembre-se que existem tatuadores, no mundo todo, ajudando mulheres, que fizeram uma mastectomia (retirada de seio) a melhorar a sua auto-estima, contribuindo para melhorar a imagem dos seus seios.
Algumas mulheres preferem que se tatue a pigmentação natural da aréola e mamilo, outras preferem uma expressão artística, como dessa foto, que eu retirei do site do Healing Art Foundation – Art for a Cure , um grupo de tatuadores, nos EUA, que faz um trabalho puramente voluntário.
Bacana, né?!
Os seios também estão na cabeça da gente, e desde muito cedo. Segundo Freud, a primeira fase, no desenvolvimento psicosexual da criança, seria a fase oral, que iria até, mais ou menos um ano e meio, dois anos de idade.
O seio materno seria, ainda segundo Freud, o primeiro objeto sexual e para um desenvolvimento psíquico sadio, seria importante superar essa fase e aprender a lidar com a “perda do seio”.
Sabemos que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança e o excessivo uso de chupetas está relacionado à falta de saciedade da sucção. Enquanto a criança faz mais esforço e demora mais ao seio, com o uso da mamadeira, essa sucção é mínima, por isso, a necessidade de sugar o dedo ou chupeta.
Uma outra coisa que me impressionou nos meus 15 anos de trabalho com amamentação, no Grupo Origem, foi a relativamente constante procura, no nosso Fórum de Discussões, de informações sobre ‘amamentação de adultos’.
Claro que apareciam algumas pessoas que não mereciam respostas, como sempre, mas recebemos alguns emails que nos chamaram a atenção. Eram casais que se diziam engajados num relacionamento que incluía como forma de prazer… a amamentação.
[...]
Nessa página , da Wikipédia, encontrei alguma informação sobre essa prática, que é considerada um tipo de fetiche. Não sou psicanalista e não encontrei nenhum artigo mais elaborado sobre o tema, mas, imagino que a amamentação de adultos é uma radicaçlização dessa fixação masculina, um estado extremo de não superação dessa fase oral… ou não? algum(a) psicólogo(a) se interessaria em falar sobre o assunto?
Eles já precisaram ser enormes, pequenos, grandes. Algumas pessoas acham que pertencem aos bebês. Outras, aos homens. Eu acho que eles são nossos e devemos ter o direito de fazer o que bem quisermos com eles. [...]
Eu adoro os meus e cuido muito bem deles. Com creminhos, massagem, auto-exame e mamografias. Alimentaram minha filha e sempre me deram muito prazer. Acompanharam minhas mudanças. Eram pequenininhos na adolescência, tinham um volume maravilhoso na gravidez e não diminuíram, depois da amamentação. Ficaram mais bonitos.
Seios marcaram nossa vida. [...] Eles sempre despertaram uma fascinação no imaginário maculino e feminino. Eles nos definem. No século XVIII o sueco Linneaus, entre uma enorme avariedade de características comuns escolheu os seios para nos classificar junto a outros animais: nós somos mamíferos.
[...]
É importante saber que o tamanho dos seios não tem nenhuma relação com as glândulas mamárias e mesmo sem o aspecto ‘externo’ avantajado a amamentação aconteceria da mesma forma. Portanto, eles são ainda mais misteriosos do que a gente imaginava…”
Foto: Contribuição de uma amiga.
Imagem da Vênus de Willendorf: http://www.goddessgift.net/venus-willendorf-statue-SS-W.html
Conteúdo extraído do site: http://procurar.wordpress.com/simbologia-dos-seios/

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